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MEMÓRIAS DE NOSSA HISTÓRIA

Conventinho de Taubaté. Os Dehonianos no Vale do Paraíba

A vida religiosa da primeira comunidade dehoniana
Estávamos no dia 15 de fevereiro de 1924… O livro das crônicas da casa do Conventinho notificava importante evento inaugurador da atividade do Escolasticado teológico no bairro do Areão, em Taubaté: “Começam a Teologia aqui no Convento de Taubaté os Revdos. Fratres José Poggel, Paulo Kremer, Alberto Jakobs e Sebastião Rademacker” {cf. Cr. I, fl. 18v.}. Todos eles tinham sido soldados na guerra de 1914. Na verdade, vinham concluir o curso de teologia iniciado em Sayn, na Renânia.

No mês seguinte, dia 2 de março, na catedral São Francisco das Chagas, dom Epaminondas Nunes de Ávila e Silva, conferia, pela primeira vez, a tonsura aos jovens dehonianos aqui no Brasil. Dia 22 de junho os nossos quatros escolásticos recebiam as primeiras ordens menores e, no dia 23 de novembro, o mesmo bispo lhes conferia as últimas ordens menores {cf. Ib.,  I, fl. 18v.}.

A 1º de novembro de 1924 iniciava os estudos teológicos aqui no Convento a 2ª turma de fratres vindos da Alemanha (desembarcaram no Porto de Rio de Janeiro no dia 28.10). Eram eles: Aloísio Tings, Ambrósio Gies, Lino Heckmann e Augusto Dierker {cf. Ib., I, fl. 18v.}. Aos 5 de dezembro, na capeli-nha do Convento, fizeram a profissão perpétua os fratres José Poggel, Paulo Kremer, Alberto Ja-kobs, Sebastião Rademacker, Aloísio Tings, Ambrósio Gies, Lino Heckmann e Augusto Dierker {cf. Ib., I. fl. 18v.}.

No ano de 1925, sem menção do dia e do mês, na capelinha do Convento, a turma Poggel e Cia. recebeu o subdiaconato das mãos de dom Inocêncio Engelk, bispo auxiliar de Campanha (MG) {cf. Ib., I. fl. 18v.}.

Dia 22 de março, dom Epaminondas, no seu oratório particular da residência episcopal, conferiu a primeira tonsura aos fratres Aloísio Tings, Ambrósio Gies, Lino Heckmann e Augusto Dierker. Esses mesmos escolásticos, no dia 12 de abril, receberam, na catedral, as primeiras ordens menores. Os fratres Lino Heckmann e Augusto Dierker, em 1925, depois de terem recebido as ordens menores, voltaram à província alemã. Aos 29 de novembro, dom Inocêncio Engelk conferiu as últimas ordens menores ao frater Ambrósio Gies {cf. Ib., I. fl. 18v.}.

Aos 20 de março de 1926, na capela do Conventinho, dom João de Almeida Ferrão conferiu o diaconato aos nossos primeiros escolásticos: Poggel e Cia {cf. Ib., I,  fl. 19. Essas importantíssimas informações temos graças ao autor das “Folhas Avulsas”. Pois desde a presença dos nossos padres no Seminário Diocesano (de 1920 até 1.8.24) e no Conventinho até 16.8.1928 não houve nenhum registro histórico. Durante os primeiros oito anos da vida dos padres dehonianos em Taubaté não houve nenhum registro nas Crônicas. Tudo ficou no completo silêncio}. Nesse mesmo ano, dom Carlos Vasconcelos teria administrado as últimas ordens menores ao frater Aloísio Tings. Este e mais o frater Ambrósio Gies voltam para a Alemanha, onde com os fratres Heckmann e Dierker foram ordenados presbíteros em Dillingen, aos 10.7.1927. Os padres Ambrósio e Luís voltaram ao Brasil no ano seguinte.

Enfim, aos 29 de maio de 1926, os quatros fratres que em 1923 haviam deixado a sua terra, os seus pais e seus amigos na Alemanha, viam concretizado o seu ideal. Eram ordenados presbíteros na catedral de Taubaté, por dom João de Almeida Ferrão, os primeiros filhos espirituais do Padre Dehon, que tinham vindo ao Brasil concluir os estudos teológicos, inaugurando o Escolasticado de Taubaté. No fim do mesmo ano viajaram para a Europa, a fim de visitar seus familiares. Os três primeiros retornaram no ano seguinte. Padre Paulo Kremer, após ter lecionado na Espanha, voltou ao Brasil, em 1930 {Os padres Rademacker e Jakobs foram destinados para o Seminário de Brusque como professores e padre Poggel foi para Tubarão (cf. Koch, op. cit., p. 54)}.

Pe. José Francisco Schmitt, scj

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