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MEMÓRIAS DA NOSSA HISTÓRIA

Conventinho de Taubaté. Os Dehonianos no Vale do Paraíba

 

CAPÍTULO 12
PARÓQUIAS CONFIADAS AOS DEHONIANOS NO VALE DO PARAÍBA

 

As primeiras paróquias atendidas pelos padres dehonianos (Storms e Claassen) na Igreja do Vale do Paraíba foram as de Cunha e do distrito de Campos de Cunha, no interior paulista (de 1922 a 1927). Desde a entrega dessas duas paróquias até o final da década de 60, os nossos padres em Taubaté não exerceram diretamente nenhuma atividade paroquial na região do Vale do Paraíba. Mas auxiliavam os párocos e seus vigários paroquiais, nos finais de semana, nas grandes solenidades, principalmente nas semanas santas. Os padres dedicavam-se mais diretamente ao magistério teológico no Conventinho.

Durante todos esses anos, a atuação pastoral constava da ajuda às paróquias espalhadas pela região valeparaibana: catedral de Taubaté, Santa Terezinha, Vila das Graças, Quiririm, São José Operário, Tremembé, São Luís do Paraitinga, Bananal, Natividade da Serra, Redenção da Serra, Caçapava, São Antônio do Pinhal, Santa Branca, Santa Isabel, Paraibuna, Jambeiro e Sant’Ana do Paraíba.

A partir de junho de 1960, padre Valério começou a atender, nos finsde-semana a paróquia Imaculada Conceição de Lagoinha, 76 quilômetros de Taubaté. Em 1966, padre Emílio Lunkes foi nomeado vigário ecônomo da paróquia de Lagoinha. Os padres do Conventinho auxiliaram o antigo pároco daquela paróquia por uns dez anos. Também trabalharam aí os padres Valério, Ivo Scheid, Carmo Rhoden e diversos fratres. Os nossos padres estiveram nessa paróquia até o dia 16 de maio de 1971 (cf. Cr. 2. fl. 41v; ib., 3. fl. 51v.}.

Só a partir de 1969, a Congregação começou a aceitar paróquias na região do Vale do Paraíba. É importante aqui ressaltar que a política adotada pela província para aceitar paróquias era feita no intuito de possibilitar a formação de núcleos regionais (os atuais setores) que pudessem favorecer a vida religiosa, comunitária e entreajuda pastoral {cf. Circular SCJ (set. 1977), p. 1239}.
Passamos a apresentar rapidamente o histórico das paróquias e das obras que a província foi assumindo.

12.1. Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Taubaté

A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus tem sua origem remota relacionada à vida e à história do Conventinho. O próprio nome e o orago da paróquia revelam este vínculo, pois o Coração de Jesus era o titular da antiga capelinha do Convento. Esta remonta ao ano de 1923, quando a antiga residência do caseiro foi transformada em primeira capelinha da comunidade dehoniana. Com o decorrer do tempo, ela tornou-se pequena. Em 1939, começou-se a construir uma capela maior, que grande parte dos nossos padres e o povo da Vila São Geraldo conheceram.

Aos domingos, a capela do Conventinho acolhia grande número de pessoas da Vila e de outros bairros. Com o tempo, houve a necessidade de estabelecer diversos horários para as missas dominicais: 5h, 6h30, 7h30 e 8h30. Durante 45 anos, os padres e fratres residentes no Conventinho atuaramjunto ao povo da Vila, prestando relevante serviço pastoral, sobretudo na catequese e, mais tarde, no ensino religioso escolar.

Na década de 60,com o grande crescimento da população da Vila e bairros adjacentes, sentiu-se a necessidade, cada vez maior, de criar uma nova paróquia, que viesse atender àquela população.

Para o melhor atendimento pastoral da população, criou-se a paróquia do Sagrado Coração de Jesus. Depois de 50 anos na diocese de Taubaté, como professores e auxiliares dos párocos e a serviço serviço da Igreja, os dehonianos receberam a primeira paróquia scj, anexa ao Conventinho. A própria capela do Convento passou a servir, provisoriamente (até 25 de julho de 1971), de igreja matriz.

Sétima na ordem das ereções canônicas na cidade de Taubaté, a paróquia do Sagrado Coração de Jesus foi criada por dom Francisco Borja do Amaral (+1.5.89), aos 8 de dezembro de 1969. Foi aceita pela província aos 7 de janeiro de 1970 e assumida oficialmente com o ato de posse do primeiro pároco a 1º de fevereiro de 1970.

Para a função de pároco foi nomeado padre Lucas Pereira, scj (+ 31.3.1997) que teve como vigários paroquiais os padres Valério Cardoso, Adilson José Colombi, Dionísio Tecilla e Murilo S. R. Krieger. Os três últimos padres acima mencionados eram recém ordenados. A idéia inicial era fazer da paróquia um local de estágio pastoral para os novos padres {cf. Livro do Tombo da paróquia Sagrado Coração de Jesus, fl. 6}.

O processo de organização pastoral da nova paróquia foi inesperadamente interrompido. No final do primeiro semestre, o iniciante pároco padre Lucas Pereira deixou o ministério e os padres novos foram transferidos. Padre Murilo passou a coordenar as atividades pastorais até o final daquele ano {Ib., fls. 7 e 8v.}.

A 1º de janeiro de 1971, padre Valério Cardoso assumiu a direção pastoral da comunidade paroquial. Os padres José Couto, Silvino Kunz, Roque José Schmitt e Murilo Krieger foram nomeados vigários paroquiais {Ib., fl. 9v.}.

Em fevereiro do ano seguinte, padre Renatus Boeing assumiu-a como pároco e o padre Valério passou a ser-lhe auxiliar até o final do ano de 1972.

Padre Renatus serviu com muito zelo pastoral a paróquia SCJ durante 16 anos. No decorrer destes anos, foram vigários paroquias os padres Valério Cardoso (+9.12.86), Carlos Henrique Fuzão (+26.11.88), Silvino V. Kunz (+17.1.95), José Fernandes de Oliveira, Celson Altenhofen, Francisco Schlosser (+23.1.90) e padre José Francisco Schmitt.

A paróquia Sagrado Coração de Jesus pôde sempre contar com a valiosa colaboração de diversos fratres que, aliás, estiveram à frente de diversas comunidades, animando a pastoral catequética e outras pastorais e movimentos eclesiais. Nessa época, foi implantado o Dízimo e o Movimento de Casais com Cristo. Muitos fratres, hoje ordenados sacerdotes, fizeram um excelente trabalho na Pastoral Familiar.

Aos 8 de março de 1987, tomou posse da paróquia – sucedendo ao padre Renatus Boeing – o padre José Francisco Schmitt, auxiliado pelos vigários paroquiais, padres Moacir Francisco Pedrini e Luís Carlos da Silva. Com a ida do padre Luís a Roma, em 1989, veio o padre Elígio Stülp, que ficou até setembro de 1990, quando foi chamado a trabalhar nas missões do Zaire. No princípio de 1991, começou a trabalhar como vigário paroquial, padre Léo Heck.

Durante os últimos quatro anos do paroquiato de padre José Francisco Schmitt, depois de 25 anos de existência, a paróquia adquiriu uma terreno de 1.500 metros quadrados, sito no fundo da antiga igreja matriz. A Congregação doou à Mitra Diocesana de Taubaté uma considerável área de 3.817,64 metros quadrados de terreno, onde atualmente se encontram a igreja provisória e outras benfeitorias.

Só após essa adquisição foi possível pensar seriamente em construir uma nova igreja matriz. Foi o que aconteceu. No dia 30 de maio de 1995 foi iniciada a construção da tão esperada nova igreja matriz da paróquia do Sagrado Coração de Jesus. O projeto da igreja é da autoria do arquiteto Professor Antônio Faria Pedrosa. A concepção arquitetônica tem por objetivo construir a “Casa dos Homens onde Deus vem”. A nave do novo templo cobre uma área de 984,00 metros quadrados. O subsolo, por sua vez, soma mais 148,50 metros, perfazendo um total de 1.132,50 metros quadrados de área construída. O templo em honra do Sagrado do Sagrado Coração de Jesus, na Vila São Geraldo, deve ter capacidade de acolher 700 pessoas sentadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em conclusão ao breve histórico da paróquia SCJ, registramos os nomes confrades que exerceram o mandato de pároco: Padre Lucas Pereira, scj (1.2.1970 – 18.8.1970) {Cr. 1. fl. 7. Padre Murilo S. R. Krieger ficou à frente da paróquia até o fim do ano. A partir do dia 1º de janeiro de 1971 assumiu o cargo de pároco (cf. Livro do Tombo da paróquia SCJ, fls. 9-9v).}; Padre Valério Cardoso, scj (1.1.1971 – 2.1972); Padre Renatus Boeing, scj (2.1972 – 8.3.1987); Padre José Francisco Schmitt, scj (8.3.1987 – 10.3.1996); Padre Léo Heck, scj (10.3.1996 – ){para maiores informações sobre a paróquia SCJ, o leitor pode consultar o meu livro História da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, Vila São Geraldo – Taubaté, pp. 35-84}.

 

P. José Francisco Schmitt SCJ

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