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NOSSA SENHORA APARECIDA, ROGAI POR NÓS!

Um Mineiro e sua devoção à Nossa Senhora Aparecida

Em nossa querida Minas Gerais, pelo menos até onde minha experiência me levou, é impossível entrar em um lar católico tradicional e não se deparar com um quadro ou com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida – este é um “item obrigatório” e não pode faltar dentro de casa! Não somente um sinal externo, mas o bom e genuíno mineiro católico traz a Mãe Aparecida no coração, onde só ele “vê” e sente.

Desde pequeno aprendi a ter Nossa Senhora Aparecida como minha protetora e mãe. Minha família, como toda família mineira “raiz”, me ensinou isso, na prática e não na teoria. Recordo-me que em uma das viagens da minha família, minha mãe pediu a minha tia para me trazer uma imagem de Aparecida – como esperei aquele dia! E Ela chegou: de plástico, com manto azul anil e simples, como ela deve ser! Carregava aquela “imagenzinha” para todo lado. Na Quaresma e Semana Santa, coitada, ela se transformava em Senhora das Dores e recebia uma espada pequena no peito, afinal, para estar em sintonia com as celebrações da minha Paróquia, eu precisava ter um sinal semelhante em casa. Paciência!

O tempo passou… Minha primeira viagem, na companhia de familiares e sob os cuidados de uma tia, foi para Aparecida. Recordo-me bem: depois de 5h de ônibus, nas alturas de Aparecida, na Via Dutra, avistei a Basílica e sua cúpula que, na época (1997) era branca e brilhava como um sinal da presença de Deus no meio da cidade. Tudo era novidade: Igreja, passarela, imagens de Nossa Senhora de todos os jeitos e tamanhos…. e eu queria quase todas! Ao entrar no Santuário que, naquela época, tinha um trono mais baixo e modesto para abrigar a Imagem verdadeira, chorei de emoção e confesso que me senti muito tocado por aquele encontro entre Ela e eu! Nunca me esqueci desse dia! Ficamos em Aparecida alguns dias e ali, naquela cidade, tudo me levava a Deus… foram dias inesquecíveis!

O tempo continuou passando… Voltei diversas vezes… Mas, no ano de 2005, tomei uma decisão: me fiz peregrino, junto com mais 60 romeiros de Varginha-MG, e caminhamos por 7 dias os mais de 300km que há entre nossa cidade e Aparecida! No meio do caminho, lá pelo 3º dia, o desânimo chegou e a vontade de desistir também. Afinal, ter que andar debaixo de chuva forte, madrugadas inteiras, com poucas unhas restando nos pés e fortes dores no corpo, não era fácil! Pensei em desistir, mas não o fiz! Ainda bem! Quando cheguei em Aparecida lá estavam muitos da minha família que viajaram de ônibus para nos buscar… Indescritível esse momento! Missa, passar diante da imagem e deixar nossas preces e agradecimentos…

Tudo isso só pode ser obra de Deus! A experiência como peregrino foi tão marcante que a repeti por 5 anos consecutivos, interrompendo apenas por conta do meu ingresso no Seminário. Atualmente, na etapa da Teologia, já fui 2 vezes (2018 e 2019) e este ano, por conta da pandemia, não poderemos peregrinar fisicamente até a Casa da Mãe, mas nosso coração lá está!

Como vocacionado religioso dehoniano cultivo um amor e um afeto muito especial para com Maria Santíssima. Ela está comigo na minha vocação, consagração que, em breve será perpétua, e em meu dia a dia; quis estar com ela nos meus estudos também, escolhendo uma temática mariana para me aprofundar na pesquisa de conclusão de curso! Maria nos ensina a amar a Jesus e, como disse sábia e iluminadamente o Concílio Ecumênico Vaticano II: “Maria ocupa o lugar mais elevado depois de Cristo e o mais próximo de nós!” (LG 54).

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Por Fr. Danilo Cardoso Fuzatto, SCJ (Convento SCJ, Taubaté/SP).

 

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