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PÁSCOA NA CIDADE DE MARIA, BARRETOS/SP

Liturgia Pascal em tempos de Covid-19

Introdução
No difícil tempo que estamos vivendo, devido à pandemia do novo coronavírus, considerando o caso de impedimento para celebrar comunitariamente a liturgia no espaço das igrejas, achamos por bem, apresentar aqui uma breve explicação sobre o grande Mistério da Páscoa do Senhor. Primeiramente, o que devemos saber quanto à data da Páscoa. O mistério da Páscoa é o coração da vida da Igreja e da Liturgia. Pois, a Páscoa não é uma festa como as outras: como este mistério é celebrado no arco de três dias, o Tríduo Pascal, precedido pela Quaresma e coroado pelo Pentecostes, não pode ser transferido. Portanto, a data da celebração da Solenidade do Mistério da Páscoa é intransferível.

Essencialmente o que se celebra no Mistério da Páscoa?
Na Solenidade da Páscoa, celebra-se a Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, culminando com o envio do Espírito Santo.
Tudo isto aconteceu de uma vez para sempre na Pessoa de Jesus Cristo, como verdadeiro Homem e verdadeiro Deus. Esse mistério, Jesus quis celebrar com seus discípulos. Essencialmente, Cristo é esta Páscoa em Pessoa. Pois Cristo, nosso Cordeiro, já está imolado (cf. 1Cr 5,7). Ele é a nossa Páscoa perene. Nossa Páscoa é sempre nova e eterna. A Igreja celebra liturgicamente este mistério no arco de três dias, no Tríduo Pascal, sempre íntima e profundamente unida com a Instituição da Eucaristia, com a Paixão, Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.

A milagre da fé na Ressurreição
Da ressurreição de Jesus se podia esperar a vitória da alegria e desaparecimento do medo. Entretanto, é o contrário, pois as narrações das manifestações do Ressuscitado continuam marcadas pelo temor, pelo medo. Em Mateus, o anjo diz às mulheres: Não tenham medo.
Pouco depois, o próprio Jesus, lhes repete: Não tenham medo. Essa mesma experiência do medo também aconteceu com os discípulos, pensando estar vendo fantasmas. Todavia, na grande mensagem do Evangelho, ao contrário, a alegria prevalece sobre o medo. A fé na Ressurreição não cancela nem preserva os medos, os sofrimentos, as enfermidades, as pandemias, mas impede de ficar esmagados, derrotados por eles. No corpo de Jesus Ressuscitado, as chagas da cruz e a ferida do Lado aberto não tinham sido canceladas, mas tinham se tornado chagas de um corpo ressuscitado, tinham se tornado o sinal de uma dor que foi assumida na glória de uma morte vencida pela vida. Também as nossas dores e enfermidades quotidianas, bem como as nossas pequenas e grandes chagas de cada dia, mesmo continuando a fazer sofrer, podem se tornar um germe de vida. Este é o milagre da fé cristã: se o Crucificado ressuscitou – que tinha o sabor da maldição e da vergonha e tornou-se passagem de vida – então não existe nenhuma morte, grande ou pequena, que não possa tornar-se ponte para a vida eterna.

Concluindo
Mesmo que estejamos passando pelo terrível flagelo da epidemia do coronavírus, que vem espalhando medo, insegurança, terror, sofrimentos e ceifando vidas pelo mundo afora, peçamos ao Espírito Santo para que o COVID 19 não nos roube a certeza da alegria e da vitória de Cristo pelo poder da Ressurreição. Não tenhamos medo, o Senhor ressuscitou.

Feliz santa Páscoa 2020!

Pe. José Francisco Schmitt,scj (Cidade de Maria, Barretos/SP).

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