VIVÊNCIAS E REMINISCÊNCIAS

Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que te amo

No início da tarde de quarta-feira, no primeiro dia do ano, em 1986, eu, Filipe, nasci. Filho de Eloisa e Leonardo, fui criado em Congonhas, Minas Gerais. Tive uma infância quase normal, pois, minha mãe como professora, alfabetizou-me antes de meu ingresso no antigo primário.
Ainda que muito estudava, não faltava tempo para as brincadeiras na rua e para jogar futebol. Fui uma criança saudável e nunca motivo de grandes preocupações para meus pais. Incentivado pelo meu pai, aos dez anos, comecei a jogar bola com maior assiduidade, quase todos os dias.
Se é verdade que todos possuem algo sombrio em sua história, na minha isso se deu entre os doze e quatorze anos, joguei no Cruzeiro. Modéstia a parte, fui um bom goleiro no campo, embora minha “paixão” fosse o futsal.
Com quinze anos fui aprovado no processo seletivo em uma grande empresa de minha região. Larguei o futebol e ingressei na empresa que fiquei até os vinte e quatro anos, quando ingressei no seminário. Cursei mecânica de manutenção industrial e mecatrônica.
Na infância eu tinha alguns traços vocacionais, assim minha mãe procurou um padre em minha cidade. Este a disse que se fosse vocação ela iria persistir, não era mais tempo de se mandar crianças para o seminário. Durante minha adolescência afastei me da Igreja e como um jovem militante comunista, trabalha em prol daquilo que acreditava ser um mundo melhor.
Conheci as obras de Teresa de Jesus, João da Cruz e Joseph Ratzinger quando tinha vinte anos. Isso foi determinante em minha vida, o mundo melhor pelo qual lutava através da militância, agora seria perseguido através de uma vida espiritual mais intensa, da busca do alívio do sofrimento dos outros e de uma boa formação intelectual.
Desse modo, comecei a trabalhar como catequista e ministro da palavra. Apesar de uma vida pastoral ativa, normalmente durante todo o final de semana, eu não estava satisfeito, queria fazer mais. Assim, a brasa vocacional da infância recobra seu ardor e decido fazer um acompanhamento vocacional.
Aos vinte e quatro anos, largo meu emprego na engenharia de manutenção da grande empresa na qual eu trabalhava e começo o meu propedêutico em São Paulo, capital. Depois cursei filosofia em Brusque, Santa Catarina, por três anos. Em 2014 iniciei a etapa denominada postulantado, em Terra Boa, Paraná. Já em 2015 foi meu noviciado foi em Barretos, São Paulo. Em 15 de janeiro de 2016 fiz minha primeira profissão religiosa e, como religioso, fui enviado para meu estágio pastoral: trabalhar como formador dos seminaristas da filosofia, em Taubaté. Após os dois anos de estágio, iniciei o curso de teologia e mudei-me para o Convento Sagrado Coração de Jesus, também em Taubaté. No dia 16 de fevereiro fiz a profissão religiosa perpétua e no dia seguinte fui ordenado diácono.
Agora, com o coração alegre, aguardo minha ordenação sacerdotal, no dia 29 de janeiro de 2022, em minha paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas. Será em uma manhã de sábado, às 10h00 e no mesmo dia, às 19h00, celebrarei minha primeira missa. Escolhi como tema “Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo” (Jo 21,17). Assim como Pedro, confesso minha incapacidade de retribuir ao amor de Deus, mas, não obstante aos meus pecados e a minha fragilidade, busco amá-lo.
Será uma grande alegria e um grande presente acolher minha família religiosa em minha ordenação sacerdotal. Em outra oportunidade irei reforçar meu convite, mas ,desde já, se sinta convidado para celebrar comigo esse grande momento em minha vida. Se alguém já queira confirmar sua presença e necessidade de estadia, meu telefone e Whatsapp é 12-981314836.

 

Diác. Filipe Henrique de Araújo SCJ (Conventinho e Faculdade Dehoniana de Taubaté)

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